HARDWARE

O impacto da IA nos preços dos smartphones em 2026 e como maximizar o uso do seu Android atual

Há meses circulam rumores de que a indústria de smartphones enfrentaria um encarecimento significativo em 2026, impulsionado pela demanda explosiva do setor de inteligência artificial. Infelizmente, para o consumidor que esperava trocar de aparelho em breve, a confirmação chegou. A Nothing, marca britânica conhecida justamente por oferecer dispositivos com excelente custo-benefício, validou os temores do mercado: os preços vão subir. Carl Pei, CEO da empresa, utilizou a plataforma X para explicar o fenômeno em uma publicação detalhada sobre o porquê do seu próximo smartphone custar mais caro.

A raiz do problema reside na infraestrutura. Os recursos avançados de IA, agora presentes em quase todos os lançamentos, dependem de processamento em nuvem e servidores robustos. Esses servidores, onde os comandos dos usuários são processados, exigem o mesmo tipo de processadores, memória RAM e chips de armazenamento flash utilizados na fabricação de iPhones e dispositivos Android. Com os gigantes da tecnologia disputando esses componentes para seus data centers, a escassez gerou uma pressão de demanda, levando as empresas de semicondutores a aumentarem seus preços nos últimos meses.

O fim da “corrida por especificações”

Analistas da IDC já haviam alertado em relatórios recentes que o mercado global, especialmente os fabricantes de Android, enfrentaria ameaças sérias em 2026 devido à crise de memória. Enquanto marcas premium como Samsung e Apple possuem margens para absorver parte do impacto, fabricantes que operam com margens estreitas — como Xiaomi, Motorola, Realme e a própria Nothing — provavelmente terão que repassar esses custos ao consumidor final. Carl Pei ecoou essa análise, declarando que o modelo de negócios dos últimos quinze anos, onde a queda no custo dos componentes permitia melhorias anuais de hardware sem aumento de preço, foi quebrado.

Historicamente, a Nothing construiu sua reputação com preços competitivos, lançando desde o Phone 1 intermediário em 2022 até as linhas mais recentes e acessíveis da sub-marca CMF. Contudo, as declarações de Pei parecem ser uma estratégia de relações públicas para preparar o terreno e temperar as expectativas de preço para a futura série Nothing Phone 4. Diante de um cenário onde atualizar o hardware pesará mais no bolso, torna-se imperativo que os usuários extraiam o máximo de utilidade e desempenho dos seus aparelhos atuais, evitando o download de softwares desnecessários que ocupam a preciosa — e agora mais cara — memória do dispositivo.

Recursos nativos como aliados da economia de memória

Um exemplo clássico de otimização é o uso de gravadores de tela. Embora a Play Store esteja inundada de aplicativos terceiros para essa função, a grande maioria dos smartphones Android modernos já possui essa capacidade de forma nativa. Utilizar a ferramenta do sistema não apenas é mais prático, mas também poupa o armazenamento interno. Seja para registrar um tutorial, uma partida de jogo ou um erro no sistema, o processo é simples e varia ligeiramente dependendo da interface do fabricante.

Para usuários de aparelhos com interfaces modificadas, como a MIUI da Xiaomi (usando um Redmi Note 9 Pro como referência) ou a OneUI da Samsung, o caminho é intuitivo. O primeiro passo é acessar a Central de Controle deslizando o dedo para baixo na parte superior da tela. Caso o ícone não apareça imediatamente entre os atalhos principais como Wi-Fi e dados móveis, basta deslizar novamente para expandir a lista. Ao localizar o ícone “Gravador de Tela”, geralmente representado por uma câmera, o usuário deve tocá-lo para ativar a função.

Executando a gravação na prática

Imediatamente após a seleção, um pequeno botão vermelho, muitas vezes acompanhado de um cronômetro, surgirá na tela. O usuário tem então a liberdade de navegar até o aplicativo ou conteúdo que deseja capturar. Ao tocar no botão vermelho, a gravação se inicia, registrando tudo o que é exibido no display, inclusive os sons internos do sistema, o que é ideal para gameplays. Para encerrar, basta tocar novamente no quadrado vermelho flutuante — que, vale ressaltar, não aparecerá no vídeo finalizado. O arquivo é salvo automaticamente na galeria de fotos, pronto para ser compartilhado via WhatsApp, Instagram ou e-mail.

Já para quem possui dispositivos com uma versão mais pura do sistema operacional, como é comum nos modelos da Motorola, o procedimento mantém a simplicidade com leves alterações. O acesso se dá deslizando a barra de notificações para baixo duas vezes. O usuário deve procurar pelo atalho “Gravação de Tela” (pode ser necessário deslizar para a direita se não estiver na primeira página). Ao tocar em “Iniciar”, uma contagem regressiva prepara o início da captura. A interrupção da gravação nestes modelos é feita deslizando a barra de notificações novamente e tocando na notificação ativa do gravador. Dominar esses recursos nativos é uma forma inteligente de manter o celular eficiente por mais tempo, algo crucial em tempos de alta nos preços da tecnologia.